A fonoaudiologia existe no Brasil desde a década de 1930, quando as áreas da Medicina, Educação e Psicologia se expandiam, mas só foi sistematizada academicamente na década de 60 a partir dos cursos ministrados pela USP e pela PUC. Naquela época, os profissionais, que atendiam basicamente pessoas com alterações de fala e linguagem, eram chamados de terapeutas da palavra, logopedistas e ortofonistas. Nos anos 60, as escolas começaram a absorver profissionais das áreas de Fonoaudiologia e surgiram os cursos de especialização para atender excepcionais e deficientes auditivos.
Na década de 70, cresceu o número de cursos de graduação em Fonoaudiologia, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Em 1975, o MEC definiu o currículo mínimo para a formação do Fonoaudiólogo a partir do curso ministrado na Universidade Federal de Santa Maria (RS): era o primeiro passo para o reconhecimento da profissão.
No final dos anos 70 e início dos 80, a LBA incluiu os fonoaudiólogos nas equipes de trabalho, e as clínicas baianas passaram a importar profissionais do eixo Rio - São Paulo para complementar o quadro funcional. No dia 09/12/81, em conseqüência dos esforços dos Fonoaudiólogos de todo o Brasil reunidos em associações e núcleos regionais, foi aprovada a Lei 6965/81 em que é regulamentada a profissão.
Com isso, é estabelecido o Dia do Fonoaudiólogo (09 de dezembro) e o curso de Fonoaudiologia deixa de ser de Tecnólogo e passa a ser de graduação plena. Isso significa que ele passou a abranger desde a pesquisa, prevenção, avaliação e terapia fonoaudiológica na área de comunicação oral e escrita, voz e audição até o aperfeiçoamento dos padrões de fala e da voz. A Fonoaudiologia deixava de ser uma prática cujo reconhecimento dependia da boa vontade dos demais profissionais e se tornava ela própria uma categoria profissional independente e à disposição dos governos estadual e municipal para o atendimento à população.
O mesmo grupo que trabalhara em prol da regulamentação da profissão formou o Movimento Estadual de Entidades Fonoaudiológicas que incentivou a expansão da atividade em todo o país. Em 1983, o Ministro do Trabalho instalou a Portaria 3017/83 que criou o primeiro Conselho Federal de Fonoaudiologia, órgão disciplinador e fiscalizador do exercício da Fonoaudiologia e do cumprimento das normas éticas. A partir daí, foram criados os Conselhos Regionais e houve o reconhecimento de fato e de direito da profissão.
19/06/2009
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